
Café Bachour
SÃO PAULO, BRASIL, 2026
O projeto arquitetônico se inspira nos boulevards franceses e na riqueza estética do design brasileiro, explorando contrastes entre opulência e aconchego, tradição e inovação, artesanal e tecnológico. A proposta incorpora referências do Art Nouveau — movimento que surgiu em Paris durante a Belle Époque, no final do século XIX, período de grande efervescência cultural marcado por linhas orgânicas, formas fluidas e inspiração na natureza. Esses elementos são reinterpretados no design, dando origem a uma composição que une tropicalidade e tecnologia.



O espaço se organiza a partir de um grande balcão expositivo em mármore brasileiro âmbar-ouro, que estrutura os fluxos entre a área operacional de atendimento e a área de convivência. Integrados a esse elemento, displays iluminados valorizam os produtos como joias em uma vitrine. O layout combina diferentes tipologias de assentos — sofás, poltronas e cadeiras — e mesas de variados formatos e dimensões, com peças assinadas por designers brasileiros, criando diferentes atmosferas de ocupação. Inspirado nos encontros parisienses das calçadas dos cafés, o ambiente estimula interações mais íntimas, acolhedoras e espontâneas.
O desenho do teto foi desenvolvido por meio de design computacional (parametrização), tendo como referência os tradicionais painéis ornamentais franceses do Art Nouveau e a própria flor do café. O desenho percorre o forro, desdobra-se pelos pilares e chega ao piso, conectando os diferentes planos arquitetônicos. Seu negativo se transforma em iluminação, executada em lona tensionada, criando uma atmosfera cenográfica que valoriza a espacialidade do ambiente. A marcenaria do teto foi confeccionada digitalmente, com corte a laser, e reveste-se em Pau-Ferro, madeira nativa brasileira presente também nos painéis e portas do projeto — estabelecendo uma continuidade material entre teto e superfícies verticais.


Inspiração no movimento Art Nouveau
O piso do Café foi concebido com o auxílio de inteligência artificial, a partir de prompts inspirados no Art Nouveau, com referência à paleta de cores quentes e tons terrosos característicos das composições ornamentais do período, além do universo gráfico do ilustrador tcheco Alphonse Mucha (1860–1939), um dos grandes expoentes do movimento. A composição une os desenhos orgânicos da flor do café a elementos estéticos do Art Nouveau, resultando em um piso executado em pastilhas coloridas de vidro artesanal que confere identidade singular ao espaço. O mesmo padrão gráfico foi replicado nos uniformes da equipe, criando continuidade visual entre a arquitetura e a identidade do Café.




O resultado é um convite à imersão sensorial que transita entre convivência e contemplação — um espaço pensado para encontros, pausas e acolhimento.
